Arquivo de 09/05/2011

Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite, meu caro leitor.

É chegado mais um grande dia de vir aqui bater um papo com vocês. Hoje o assunto é sério e presente na vida de todos nós ciberconectados, os avanços tecnológicos. A criatura que insiste em dominar seu criador, o homem.

Ultimamente temos visto nossa coexistência sob o signo da ultra-velocidade, em um emaranhado de redes, satélites e fibras óticas. Vemos nossa vida passar em meio aos turbilhões de imagens, sons e dados que uma vez nos convencem de que somos privilegiados pela abundância, n´outra nos atordoa com a impressão de que jamais conseguiremos reter. Isso Porque tudo é perturbadoramente veloz e imediato, tudo se dilui e restabelece sem direito a intervalo. As informações mal chegaram, já estão de partida. A separação entre próximo e distante desaparece em uma “varredura eletrônica”. As tecnologias sedimentam um regime de temporalidade única, assentado na veiculação instantânea e transversal de informações que se generalizam sem correspondências cronológicas ou cartográficas. O que parece ter transformado a vida humana numa espécie de consequência, não permitindo a ela se separar das máquinas. Então, Começou-se a observar que apesar de durante toda a história da humanidade as descobertas terem surtido efeitos que podemos dizer que foram “progressistas”, nas últimas décadas surgiram alguns questionamentos a respeito desse progresso, principalmente o tecnológico. Somos privilegiados por transmissões convulsivas, mas não conseguimos reter tantos estímulos e ofertas, de que adianta?

Vivemos uma espécie de delírio espacial, no qual estamos cheios de surpresas, mas que em nenhum momento apresentam resultados. Vivemos apenas de um presente desigual, desumano e cada vez mais fragmentário, além de cada vez mais ultrapassado. E não seria isso regredir nos, ainda insuficientes, avanços?

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Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”,  a política do pão e circo. Nessa medida, o governo de Roma realizava grandes espetáculos, nos quais a população plebeia gastava parte de seu tempo assistindo a disputas esportivas e a lutas entre os gladiadores. Durante a mesma ocasião, alimentos e trigo eram fartamente distribuídos para a população menos favorecida.

O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.

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