Há 17 anos, uma despedida forçada

Publicado: 02/05/2011 em - Nós 4 -, Esporte, Thiago Ornelas

Há 17 anos, em 1 de maio de 1994, Ayrton Senna entrava definitivamente para a história do esporte brasileiro. Da pior maneira possível. Com tinta vermelha de sangue, tinta irreversível.
Sua trágica morte, em Imola, deixou todo o país em estado de choque.
O acidente de Rubens Barrichello na sexta-feira mostrava que aquele não era um fim de semana normal de Grande Prêmio. Precisou a morte rondar o autódromo de Ímola para se ter certeza disso.
Roland Ratzenberger, 33 anos de idade, fazia apenas sua terceira corrida de Fórmula 1 quando bateu no muro da curva Villeneuve. Levado ao hospital, o austríaco morreu logo após a chegada.
No domingo seria a vez do tricampeão Ayrton Senna perder a vida. No mesmo circuito. No mesmo fim de semana.
Há quem garanta que Senna previu o que iria acontecer…Em um final de semana atípico, com poucos risos e muita luta com o carro, que parecia expressar sua vontade de que o piloto não entrasse na pista. A morte do Ayrton pareceu coisa do destino. Acidentes assim aconteciam quase que rotineiramente e os pilotos sobrevivem em 99% das vezes. Naquela manha, a suspensão resolveu fatalmente acertar o capacete.
Aquela semana inteira foi muito ruim. Foi uma semana triste, por tudo o que o Ayrton representava. Ele era o maior ídolo do país naquele momento. Além de perder o ídolo, a gente perdeu um grande exemplo de brasileiro. Reservado, tímido, tranquilo, dedicado e focado, extremamente atencioso e querido.


Assim era o Campeão. Na pista, um cara sério, compenetrado e 100% focado no trabalho. Conforme dizem, quem é muito competitivo não gosta de perder nem disputa de par ou ímpar ou em pelado de futebol. Então, todos que conviveram com o tricampeão relatam que era exatamente assim que Ayrton Senna era: competitivo. Fora da pista, um brincalhão, que adorava pregar peças nos amigos. Esta poderia ser uma breve descrição de Ayrton Senna.

Por mais que o tempo passe, o exemplo que Ayrton Senna deixou aos esportistas brasileiros segue forte e claro. O número de jovens brasileiros que se inspiravam no automobilista é prova disso. Assim como também é a sensação do orgulho de ser brasileiro que a menção do seu nome provoca. “Ayrton Senna do Brasil”. Após 17 anos da perda de um dos maiores ícones brasileiros, o automobilismo continua ganhando com o exemplo deixado por Ayrton Senna.
Eu era bem novo, no auge dos meus 4 anos, e na verdade não entendia muito de valores e muito menos de Fórmula 1, mas aquela música que era tema de todas as vitórias do piloto que eu estava acostumado a ver na televisão, feliz, comemorando, tocando constantemente, como nunca, em meio a vozes tristes, me trazia emoção. O Jornal Nacional terminou sem som, era sinal de tristeza. “O moço da televisão tinha ido para nunca mais voltar”, foi assim que minha mãe me disse. Todos só comentavam disso.
Mais tarde, vi meu mengão ser campeão carioca, de novo, mas a torcida continuava clamando e chorando por aquele moço. Cerca de 1milhão de pessoas foram às ruas cheias de sentimentos e mensagens de carinho a família Senna. Era a prova de que a sociedade vivia um dia marcante.

Neste 1 de maio, 17 anos depois, impressionante e assustadoramente, vimos um filme com tristes cenas reais passarem em nossas mentes em meio à saudade. Em mais um domingo, 1 de Maio, uma corrida na mesma Ímola termina com um grave acidente, neste mesmo dia Flamengo e Vasco decidiam mais um campeonato, mas dessa vez as torcidas lembravam já 17 anos sem o exemplo Brasileiro.

Números de uma carreira guerreira e vitoriosa:
3 campeonatos mundiais
41 Vitórias
80 pódios
610 pontos
65 pole positions
19 voltas mais rápidas
6 vezes venceu em Mônaco.

“Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.” Ayrton Senna

Um minuto de silêncio é pouco.

Enquanto isso…

  Deixo aqui também meus sentimentos aos passageiros da Maria – Fumaça que mais uma vez enguiçou.
Em mais uma emocionante final, pela primeira vez no Estádio Engenhão, Flamengo e Vasco fizeram um grande jogo.
O resultado? Como nos últimos 24 anos, Mengão Campeão e Vasco(adivinha?), Vice.
Eu já sabia.
Ri com o jornalista comentando o jogo. “Não sei se o gol do Engenhão é menor ou se Felipe dá medo aos adversários na hora do pênalti.
Errar um pênalti é humano, errar três é Vascaíno.”
Aprende ai, Flamengo é Flamengo.
É o bonde do mengão sem freio...(8) 

E Osama, morreu mesmo ?Ou mais uma jogada de marketing Estadosunidenses? (Veja nos próximos capítulos)

Boa Semana,

ThiagOrnelas!

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comentários
  1. Diogo Cescon disse:

    Otimo blog, estragou com algumas mulambisses do Flamengo mas ta valendo, parabéns pelo trabalho Ornelas, Buba, Lipinho e Taíza, a ultima que não conheço ainda.

  2. FJV disse:

    ae mole, só vão aceitar elogios, quero ver críticas!!!
    sem mais

  3. camys disse:

    Senna, um herói do esporte brasileiro!

    http://papel40kg.blogspot.com/

  4. italo richard disse:

    Uma das despedidas mais amargas que o Brasil já teve! Volta Ayrton!

    • Nós4 disse:

      Fala meu caro Itálo.
      Bem comentado.
      Há 17anos tentamos engolir esse acontecimento. Entender essa despedida, mas simplesmente não ha explicação. Aconteceu e pronto.
      Voltar já não cabe, sobra a nós lembrarmos de seu exemplo.

  5. peixe disse:

    nunca fui o maior fã de Senna, sempre preferi outros pilotos,como o Piquet, mas sei lá pq,nao gosto de lembrar daquela corrida, lembro q estava em frente a tv, mas sei lá, só me vem uma tristeza ao lembrar daquele dia. enfim, um grande esportista q sempre buscava os limites numa atividade onde a diferença entre o talentoso e mediano é mínima.

    valeu!

    • Nós4 disse:

      Fala meu caro Peixe.
      Foi isso que eu tentei passar no texto, apesar de gostos diferentes e pensamentos diversos, o pais parou de uma forma ou de outra, a tristeza tomou conta. Até os rivais choraram essa perda.
      Eu por exemplo, estava na minha meninice, mal sabia o que era exemplo e corrida, mas me marcou, foi triste para mim, eu chorei, eu senti.
      E diria que até hoje esse sentimento ronda a sociedade, se tivessemos mais Ayrtons por ai o Brasil seria mais correto.

  6. FJV disse:

    bonde de ladrão, bandido, miserável, pobre, traveco, etc….
    Na hora de postar campeão, coloca só esse time imundo, e NÃO MENCIONE O MEU!!!
    Muito respeito… senão vão ter que aguentar as consequencias!!!

    (obs: essa não tem baixaria, mas a outra tava melhor, bem a cara da torcida…srsrsr

  7. wellinton disse:

    so nao gostei da piadinha sobre o vasco,
    mas a historia do senna foi emocionante,
    abraços e sucesso

    • Nós4 disse:

      Fala meu caro Welliton,
      Obrigado pela visita e pelo comentário.
      Não grila com a piadinha não, meu caro vascino, assim que funciona o futebol, um dia zoa,outro dia é zoado.

      Agradecido

  8. Paula Motta disse:

    Adorei o blog. Estão de Parabéns!

    Saudações Rubro-negras… rsrs

  9. jamilse disse:

    Adorei o blog. Parabéns à todos.
    Thiago, estou orgulhosa de você!
    Despedida, como a de Ayrton Senna, vai ficar sempre nas nossas lembranças. Um exemplo de brasileiro.