Arquivo de 14/04/2011

Quando não estão ocupados demais aprovando aumentos incríveis nos próprios salários como os que vimos no início deste ano, que, para quem não lembra, foi aquele aumento de 61,83% nos salários dos próprios parlamentares, de 133,96% no Presidente da República e de 148,63% no  do vice-presidente e dos ministros de Estado;  agora, nossos grandes deputados resolvem ressuscitar o Projeto de Lei do Senado n° 170/06. A pérola constitucional apresentada pelo Senador Valdir Raupp (PMDB-RO) em 2006 visa proibir e criminalizar “o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos.”
Eu não consigo ignorar  a ideia de termos em votação tais projetos de leis absurdos, enquanto nossas leis ditas essenciais, demoram meses ou anos para serem votadas, quando em caráter emergencial. Mas fiquei surpreso com essa em especial quando fiquei sabendo que tem gente dando corda nessa idéia. A ressurreição foi apoiada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado e ainda teve acréscimo da nobre senhora senadora  Serys Slhessarenko (PT-MT), que provavelmente não tem filhos, pois senão pensaria duas vezes antes de falar tais asneiras, que resolveu sugerir uma mudança supimpa para os incríveis jogos que trazem o selo de aprovação do Papa: a substituição da palavra videogame (“origem inglesa”) para “jogo eletrônico”. Desculpem, parece, mas não é piada.
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