Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite, meu caro leitor.
É chegado mais um grande dia de vir aqui bater um papo com vocês. Hoje o assunto é sério e presente na vida de todos nós ciberconectados, os avanços tecnológicos. A criatura que insiste em dominar seu criador, o homem.
Ultimamente temos visto nossa coexistência sob o signo da ultra-velocidade, em um emaranhado de redes, satélites e fibras óticas. Vemos nossa vida passar em meio aos turbilhões de imagens, sons e dados que uma vez nos convencem de que somos privilegiados pela abundância, n´outra nos atordoa com a impressão de que jamais conseguiremos reter. Isso Porque tudo é perturbadoramente veloz e imediato, tudo se dilui e restabelece sem direito a intervalo. As informações mal chegaram, já estão de partida. A separação entre próximo e distante desaparece em uma “varredura eletrônica”. As tecnologias sedimentam um regime de temporalidade única, assentado na veiculação instantânea e transversal de
informações que se generalizam sem correspondências cronológicas ou cartográficas. O que parece ter transformado a vida humana numa espécie de consequência, não permitindo a ela se separar das máquinas. Então, Começou-se a observar que apesar de durante toda a história da humanidade as descobertas terem surtido efeitos que podemos dizer que foram “progressistas”, nas últimas décadas surgiram alguns questionamentos a respeito desse progresso, principalmente o tecnológico. Somos privilegiados por transmissões convulsivas, mas não conseguimos reter tantos estímulos e ofertas, de que adianta?
Vivemos uma espécie de delírio espacial, no qual estamos cheios de surpresas, mas que em nenhum momento apresentam resultados. Vivemos apenas de um presente desigual, desumano e cada vez mais fragmentário, além de cada vez mais ultrapassado. E não seria isso regredir nos, ainda insuficientes, avanços?
Com tanta novidade, a nossa memória se cansa e quando isso acontece somos obrigados a nos render a essa evolução que cria em nós, novas identidades sociais e psíquicas. É impossível ignorar os apelos consumistas que brotam de telas e monitores. Sequer estamos livres de ações invasivas no descanso ou na diversão. Sim, são nossas ansiedades sendo usadas contra nós mesmos. Elas são aproveitadas para esvaziar-nos de nós mesmos. Não que isso seja totalmente externo ao homem, de alguma forma isso está inerente a ele, mas se um dia tivemos liberdade de controlar isso, já foi mudado. Falo de uma nova cultura.
O nosso lar, o ambiente de trabalho, o lazer e até mesmo o transporte diário se tornaram dependentes de uma incessante gama de tecnologias que invadem cada vez mais nossos espaços. Passando ao consumidor a imagem de “estar a frente do seu tempo”, e logo após a imagem de “estar ficando para trás”, fazendo girar mais uma vez a roda do comércio desenfreado. As vezes penso que não quero estar num futuro, não muito distante, para ver os aparelhos celulares dispondo de um magnífico, instantâneo e infalível preparador de café, ai sim será o fim. Seria realmente isso um bem necessário?
As relações humanas. Vemos as relações humanas tendendo a virtualizar-se, criando uma nova forma de emoção, sempre como algo arrebatador e de identificação. E mais, regula-se a relação entre desejo, necessidade e satisfação, tentando nos convencer que a durabilidade não é mais tão importante, e que devemos dar ênfase a intensidade. Passamos a ter desejo daquilo que nem conhecemos, e o desejo passa rapidamente a condição à vida. A satisfação passou a ser medida de acordo com a capacidade de produzir entusiasmos e não na profundidade desses entusiasmos e impressões. Nem percebemos o grau de imersão no oceano de estímulos sedutores. Navegamos, como nômades insaciáveis, por canais de televisão e ambientes virtuais que se renovam sem cessar, mas que no fundo nos passam a mesma idéia. Fomos tomados pelo furor por sensações mirabolantes, todos querem, ao seu jeito, serem atingidos por essa onda de sensações. É como se a emoção tomasse conta de cada um, só não se sabe se é a mesma emoção antes conhecida.
Parece-me tão contraditório ver que, em meio a tantas buscar por soluções através da tecnologia, nada movimenta-se para a busca de algo maior, de mais significância, de algo que aproxime verdadeiramente os humanos de diferentes níveis sociais, que diminua as desigualdades e sofrimentos tão recorrentes, mas talvez se justifique pelo caráter não comercializador. É difícil imaginar abundância igualitária na selva de desigualdades em que vivemos. Precisamos trazer abaixo a cultura da tecnologia desenfreada que traz consigo a apoteose do dinheiro.
Apesar de todos os óbvios papeis importantes dos avanços tecnológicos nas sociedades, inclusive no que se refere à medicina, devemos observar que os problemas criados ainda são grande, então precisamos libertar as potencialidades adormecidas e trazer a tona novas ações no campo político-cultural, reivindicando difusões descentralizadas e dinâmicas participativas mais igualitárias. Mostrar que política, tecnologia, sociedade e cultura podem sim caminhar juntas, com a necessária harmonia. Será que um dia a tecnologia vai nos ajudar nisso?
Não esqueçamos, antes de sermos consumidores somos humanos.
ThiagOrnelas!







POUTZ, FALOU TUDO. EU ACHO QUE ANDO SENDO DOMINADO ATÉ DE MAIS. MAS NÃO FUI EU QUEM CRIOU MESMO \O/ sahusahsauhasuhaushasu
OLHA, TIVE DIFICULDADE EM LER, A LETRA TA MT FINA E CLARA.
BLOG MT BOM
Fala, companheiro.
Obrigado por sua visita.
A letra do blog já foi modificada, mas algum erro está impedindo que ele atualize.=/. Estamos trabalhando nessa melhora.
Agradeço pela sua contribuição
Volte sempre
Muito bom seu blog, também bastante pertinente este post, parabéns!
Comentado!
Comenta lá e se gostar segue!
http://www.falandodemarcas.blogspot.com
Fala Emerson,
Certo meu camarada.
Obrigado,
Volte sempre